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Segurança da Informação

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1. Introdução à Segurança da Informação

 Segurança da Informação é o conjunto de cuidados e práticas que usamos para proteger nossos dados, documentos e sistemas no dia a dia, tanto na vida pessoal quanto no trabalho. Ela ajuda a evitar golpes, fraudes, vazamentos de informações e acessos indevidos, garantindo que apenas pessoas autorizadas tenham acesso aos dados corretos, no momento certo. Com atitudes simples e atenção no uso da internet, do e-mail e dos dispositivos digitais, é possível reduzir riscos e se proteger melhor no mundo digital.

Por que esse assunto diz respeito a todos nós?

Você já parou para pensar quantas informações pessoais e profissionais circulam pela internet todos os dias? Senhas, documentos, fotos, e-mails, dados bancários e registros acadêmicos fazem parte da nossa rotina digital. Proteger tudo isso é o papel da Segurança da Informação, um tema que deixou de ser exclusivo de especialistas em tecnologia e passou a impactar diretamente a vida de qualquer pessoa conectada.


O que é, afinal, Segurança da Informação?

De forma simples, Segurança da Informação é o conjunto de regras, práticas e medidas adotadas para proteger dados e sistemas contra acessos indevidos, vazamentos, perdas e usos mal-intencionados.

Ela envolve desde o uso de tecnologias, como sistemas de proteção e monitoramento, até atitudes cotidianas, como desconfiar de mensagens suspeitas e cuidar das próprias senhas. Ou seja, não depende apenas de computadores e programas, mas também do comportamento das pessoas.


Por que ela é tão importante?

Com a digitalização de serviços, praticamente tudo hoje passa pela internet: trabalho, estudo, pagamentos, comunicação e lazer. Quando a segurança falha, os impactos podem ser imediatos e graves.

Entre os principais riscos estão:

  • Uso indevido da identidade, quando criminosos se passam por outra pessoa;

  • Prejuízos financeiros, causados por golpes ou fraudes;

  • Vazamento ou exposição de informações sensíveis, pessoais ou institucionais;

  • Perda de acesso a sistemas e documentos importantes, muitas vezes essenciais para o trabalho ou estudo;

  • Danos à imagem pessoal ou da instituição, que podem levar anos para serem reparados.

Na maioria dos casos, os ataques não começam com grandes falhas técnicas, mas com pequenas distrações do usuário.


Os golpes mais comuns na internet

Muitos ataques exploram a falta de informação ou o excesso de confiança das vítimas. Conhecer os golpes mais comuns é uma das principais formas de prevenção.

Phishing

É um dos golpes mais frequentes. Consiste no envio de e-mails, mensagens ou links falsos que imitam comunicações legítimas, como bancos, universidades ou empresas conhecidas. O objetivo é enganar a vítima para que ela informe senhas ou dados pessoais.

Malware

São programas maliciosos, como vírus, ransomware e spyware, que podem ser instalados sem que o usuário perceba. Eles servem para roubar informações, espionar atividades ou até bloquear o acesso aos próprios arquivos, exigindo pagamento para liberá-los.

Engenharia Social

Nesse tipo de ataque, o criminoso explora a confiança humana. Ele pode se passar por um colega de trabalho, suporte técnico ou autoridade, usando pressão psicológica ou urgência para convencer a vítima a fornecer informações confidenciais.

Acesso indevido

Ocorre quando alguém consegue entrar em contas ou sistemas usando senhas fracas, repetidas ou vazadas. Muitas invasões acontecem sem nenhum conhecimento técnico avançado, apenas aproveitando descuidos básicos.


Os pilares da Segurança da Informação

Dois conceitos ajudam a entender como a segurança funciona na prática:

  • Confidencialidade: garante que apenas pessoas autorizadas tenham acesso às informações.

  • Integridade: assegura que os dados não sejam alterados sem permissão, mantendo sua confiabilidade.

Esses princípios garantem que a informação certa chegue à pessoa certa, no momento certo, sem alterações indevidas.


Segurança não é só tecnologia, é atitude

Engana-se quem pensa que Segurança da Informação depende apenas de sistemas complexos. Grande parte da proteção está ligada a atitudes simples, como:

  • Desconfiar de mensagens inesperadas;

  • Não clicar em links suspeitos;

  • Usar senhas fortes e diferentes;

  • Evitar compartilhar informações sem necessidade.

A segurança começa no usuário e se fortalece com a informação.


Conclusão

Segurança da Informação não é um tema distante ou técnico demais. Ela faz parte da vida cotidiana e impacta diretamente a segurança, a privacidade e a tranquilidade de pessoas e instituições.

Entender os riscos e adotar boas práticas é o primeiro passo para navegar com mais segurança no mundo digital. Informação, nesse caso, é a melhor forma de proteção.

Segurança no Dia a Dia

A Segurança da Informação está diretamente ligada ao comportamento diário das pessoas. Muitos incidentes acontecem não por ataques sofisticados, mas por situações simples, como um documento esquecido sobre a mesa, um link clicado sem atenção ou um celular deixado desbloqueado.

 

Cuidados com documentos físicos

Evite deixar documentos abertos ou expostos em locais públicos

Por quê?
Documentos podem conter dados pessoais, acadêmicos ou institucionais. Quando ficam visíveis, qualquer pessoa pode ler, fotografar ou copiar essas informações.

Exemplos de risco:

  • Planilhas com nomes e números de documentos deixadas sobre a mesa

  • Listas de presença, prontuários ou formulários visíveis em balcões

  • Impressões esquecidas em impressoras compartilhadas

Boa prática:
Sempre guarde documentos em pastas, gavetas ou armários e recolha impressões imediatamente.


Ao descartar documentos, utilize trituradores para eliminação segura

Por quê?
O lixo comum não protege informações. Documentos descartados sem cuidado podem ser recuperados e usados indevidamente.

Exemplos de risco:

  • Papéis rasgados à mão, mas ainda legíveis

  • Documentos descartados inteiros em lixeiras

  • Dados sensíveis recuperados por terceiros

Boa prática:
Utilize trituradores de papel ou siga os procedimentos institucionais para descarte seguro.


Compartilhamento responsável de informações

Não compartilhe documentos importantes sem senha ou canais seguros

Por quê?
Arquivos enviados sem proteção podem ser interceptados, acessados por terceiros ou encaminhados sem controle.

Exemplos de risco:

  • Enviar planilhas com dados pessoais sem senha

  • Compartilhar documentos por aplicativos não oficiais

  • Usar links públicos para arquivos sensíveis

Boa prática:
Proteja arquivos com senha e utilize sistemas institucionais sempre que possível.


Nunca compartilhe dados por e-mail ou telefone

Por quê?
Golpistas usam engenharia social para se passar por colegas, setores internos ou suporte técnico.

Exemplos de golpe:

  • E-mail solicitando “confirmação de senha”

  • Ligação alegando urgência para “resolver um problema no sistema”

  • Mensagens pedindo dados pessoais ou institucionais

Boa prática:
Nenhum setor legítimo solicita senhas por e-mail ou telefone. Na dúvida, confirme por canais oficiais.

Compartilhe documentos somente com quem realmente precisa

Por quê?
Quanto mais pessoas têm acesso, maior o risco de vazamentos acidentais ou intencionais.

Exemplos de risco:

  • Enviar documentos para listas amplas sem necessidade

  • Compartilhar informações sensíveis com pessoas não envolvidas

  • Manter permissões abertas por tempo indeterminado

Boa prática:
Aplique o princípio do acesso mínimo necessário.


Cuidados ao navegar na internet

Verifique se o site possui https:// ou cadeado fechado

Por quê?
O https indica que a comunicação entre seu dispositivo e o site é criptografada.

Exemplos de risco:

  • Sites falsos imitando páginas oficiais

  • Captura de dados digitados em páginas inseguras

  • Roubo de senhas e informações pessoais

Boa prática:
Nunca informe dados em sites sem https ou com endereços suspeitos.


Nunca digite sua senha em sites não oficiais ou suspeitos

Por quê?
Links recebidos por mensagens podem levar a páginas falsas.

Exemplos de golpe:

  • E-mail dizendo que sua conta será bloqueada

  • Mensagem pedindo “atualização de cadastro”

  • Links encurtados ou com erros no endereço

Boa prática:
Acesse sistemas digitando o endereço oficial diretamente no navegador.


Uso seguro de senhas e dispositivos

Não salve senhas em navegadores de computadores desconhecidos

Por quê?
Outras pessoas podem acessar o navegador e utilizar suas credenciais.

Exemplos de risco:

  • Computadores públicos

  • Equipamentos emprestados

  • Dispositivos compartilhados

Boa prática:
Use apenas dispositivos confiáveis e finalize sessões após o uso.


Evite deixar celulares ou tablets desbloqueados em locais de uso comum

Por quê?
Dispositivos móveis armazenam e-mails, mensagens, fotos, documentos e acessos a sistemas.

Exemplos de risco:

  • Acesso indevido a e-mails institucionais

  • Envio de mensagens em seu nome

  • Roubo de dados pessoais

Boa prática:
Ative bloqueio automático, biometria ou senha e nunca deixe o dispositivo desacompanhado.


Segurança é uma escolha diária

A maioria dos incidentes ocorre por pequenos descuidos, não por ataques complexos.

Adotar boas práticas:

  • Reduz riscos

  • Protege informações

  • Evita prejuízos pessoais e institucionais


Conclusão

Segurança da Informação não exige conhecimento técnico avançado.
Ela começa com atenção, cuidado e hábitos conscientes.

Pequenas atitudes hoje evitam grandes problemas amanhã.

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